Desconfiança em relação a companhias ou baladas leva ao serviço; resultados chegam a surpreenderCamilla Haddad - Jornal EstadãoEspionar a mulher ou o marido para descobrir uma possível traição ainda é uma das principais missões dos detetives, mas, na capital paulista, dobrou a procura desses profissionais por pais desesperados em saber os passos dos filhos com idades entre 15 e 17 anos. São várias as preocupações com os adolescentes, a maioria de classe média: consumo de drogas, namorado novo, amigos e até saber se o filho é homossexual.
O diretor da Central Única Federal dos Detetives do Brasil (CUFDB), Edilmar Lima, garante que houve uma mudança significativa nos últimos cinco anos quando se fala no perfil dos clientes. "No ano de 2003, 40% dos clientes investigavam suspeita de infidelidade. Em 2008, 30% procuram investigar os filhos.
"Em Brasília, onde Lima trabalha, grande parte dos pais de classe média alta não gosta que seus filhos andem com pessoas que fazem parte de grupos de tribos urbanas, como emos e darks. "Não é por discriminar, mas por acharem que isso influencia de alguma forma a educação do adolescente." A CUDFB estima que no Brasil existem mais de 120 mil detetives. Só no Estado de São Paulo, há mais de 15 mil.
4 de ago. de 2009
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